7 de dezembro de 2012

Dia 7: Vitimas dum incêndio, a Flora e Alberto reconstroem a vida numa nova casa


A Mãe das crianças – Verónica- nasceu em 7 de Novembro de 1974, em Nhancutse e tem 38 anos. A Mamã Verónica tem um filho mais velho de 19 anos, chama-se Neldo e estuda na 10ª classse em Maputo na casa dos tios. O Alberto e Flora-ambos pertencem ao projeto de Nhancutse e, a Mamã tem uma machamba e semeia milho, madioca e feijão nhemba.
A sua casa sofreu um incêndio e todos os bens foram destruídos, perderam tudo. A Mamã Verónica Mucavele tinha saído para ir visitar a sua própria mãe que estava doente, enquanto o filho, o pequeno Alberto Uqueio, tinha ficado em casa a fazer algumas tarefas para ajudar a sua Mamã… Quando a Mamã Verónica regressava a casa, já ao final do dia, toda a sua palhota tinha ardido…. e com ela os poucos bens que possuíam… 
Mãe e filhos ficaram a dormir numa pequeníssima barraca e vivem das ajudas que vão recebendo de alguns amigos e vizinhos. Um colega da escola do Alberto deu-lhe um caderno, já muito gasto e usado mas que ainda tem algumas folhas onde o Alberto pode escrever as suas lições. 
A Mamã Verónica, apesar das dificuldades que passa, faz voluntariado numa escola e diz que se sente muito bem a fazê-lo.

Em Junho deste ano, duas especiais doadoras aceitaram um Desafio UPG e lançaram uma Campanha de Angariação de Fundos para a construção desta Palhota. Através do leilão de um Quadro pessoal numa loja familiar e do facebook, as doadoras conseguiram financiar integralmente a construção da nova Palhota da Mamã Verónica. Graças a esta ajuda, neste momento a Flora e o Alberto têm uma casa com condições dignas para habitar!
E você, também aceita um Desafio UPG?

6 de dezembro de 2012

Dia 6:"Estou tão feliz... já assino o meu nome!“ 103 mulheres na Alfabetização UPG


A taxa média de analfabetismo entre a população adulta de Moçambique situa-se à volta de 53.6%, sendo mais elevada nas zonas rurais (65.7%) – onde a UPG está mais presente - do que urbanas (30.3%) e predominantemente nas mulheres (68%) do que nos homens (36.7%).
A UPG começou por financiar Cursos de Alfabetização na zona de Chongoene tendo como objectivo:
  • Aprendizagem e desenvolvimento do sistema alfabético de escrita e de grafia bem como noções básicas de matemática
  • Aprendizagem envolvida – pretende-se que pensem sobre a sua história de vida e o que poderá mudar após o curso de alfabetização
  • Desenvolvimento de competências pessoais, sociais e culturais
As aulas iniciaram em Janeiro e terminaram no dia 16 de Novembro. Foi o primeiro ano de aulas de Alfabetização a adultos nas comunidades de Conjoene e Banhine e, o grande número de mamãs tem filhos apadrinhados pela UPG.
Agora o dia das mamãs começa de manhã, pelas 5 horas, a trabalhar na machamba e ao início da tarde “correm” a casa para se vestir e ir para as aulas com grande ânimo, motivação e um sorriso de felicidade contagiante.
No final do programa, 35 mamãs ficaram tão entusiasmadas com a sua aprendizagem que pediram para ter aulas de costura e artes no próximo ano. 
Este será um projeto a financiar em 2013! Contamos com a ajuda de todos!

5 de dezembro de 2012

Dia 5: O Alberto é um dos melhores alunos da Escolinha Flor Infância



O Alberto Jerónimo Duvane tem 5 anos, vive com a mãe e o irmão de 14 anos de idade e, frequenta a Escolinha Flor de Infância na sala dos 5 anos com a Professora Etelvina.

O Alberto é uma criança com uma grande capacidade de aprender na área de formação pessoal, social, expressão e comunicação. É dos melhores alunos da escola. É uma criança muito sociável e é sempre o primeiro a fazer os exercícios que lhe são pedidos. Além disto, tem um bom comportamento.

O Alberto ainda não tem bolsa, mas é um forte candidato ao apoio da Bolsa das Flores! Segundo a nossa voluntária Virgínia que visitou a Escolinha, o Albertoé uma criança muito querida que vontade de pegar nele ao colo e abraçá-lo.

4 de dezembro de 2012

Dia 4: Silvestre concretiza o sonho de estudar Administração&Contabilidade


“Para mim, a UPG é tudo, é mãe, é pai, é irmão, é amigo verdadeiro e é companheiro, que junto com ela partilho momentos bons e maus, e que quando estou abatido sem força, angustiado, ergue-me, enche de alegria, e continuo a caminhar nos momentos bons, no sentido de que me sinto bem, pelo tesouro que há bastante tempo eu estava à procura.
A UPG encontrou-me num momento difícil da minha vida social, da minha vida estudantil, eu estava bem angustiado pelo que acontecia na minha vida, querendo desistir dos meus sonhos.
Quero agradecer à UPG, o seu apoio, a sua mão que nunca deixou de amparar os meus  passos, tristezas e alegrias. Agradeço à UPG  pelo carinho que sempre me dedicou e, principalmente, às crianças. 
Por mim cada dia que passa, a UPG torna-se mais amiga e é o nosso melhor exemplo e referência de vida.
Com a UPG nunca estamos sós, é verdade. É bom saber que temos amigos/ família em quem podemos confiar – a UPG. É certo que tenho passado momentos muito difíceis, mas sou grato a Deus por ter conhecido tantas pessoas boas, de coração aberto e firme – as pessoas que fazem da UPG realidade.

A UPG ensinou-me a ver a vida com outros olhos, deu rumo as minhas perturbações, encheram de alegria meus dias, ofereceram-me seus ombros amigos, sem pedir nada, simplesmente minha amizade.
Obrigada por tudo mesmo... Não tenho nada que possa recompensar pelo vosso gesto tão lindo assim... Apenas digo obrigada..."

Por Mano Silvestre

3 de dezembro de 2012

Dia 3: A Vovó Salmina está radiante de oferecer um abrigo condigno aos seus netos


“A Alzira e o Jaime receberam um presente importantíssimo - o início da construção de uma palhota de 12 chapas o que para eles é um «luxo» total! A Alzira tem 10 anos de idade e está a frequentar a 3ª na Escola São Vicente de Paulo e Jaime Ngovene com 9 anos de idade está a frequentar a 2ª na mesma escola. Por um bom tempo estas crianças gozavam duma saúde frágil. Os dois são órfãos de pais e vivem com a avó de nome Salmina Saveca, já de idade muito avançada.
Depois das grandes chuvas que ocorreram no ano passado, a casa onde os três moravam desfez-se, tendo esta pobre família vivido ao relento sem lugar para dormir. Nos dias de chuva e inverno que o frio é intenso dormem na vizinhança.
A satisfação da Alzira, Jaime e sua avó Salmina Saveca são indiscritíveis, mas fica aqui uma palavra muito forte proferida pela Vovó Salamina «agora mais do que nunca tenho motivos suficientes para continuar a viver e ser feliz»
E em conversa eu disse o seguinte para ela: é verdade que terá em breve uma casa nova, mas a tua missão agora é fazer manutenção, e sem esperar que eu termine de falar ela disse: este é maior presente que recebi na vida e dedicarei minha para preservar."

Descrito pelo Técnico Hilário
Responsável por seguir a construção

2 de dezembro de 2012

Dia 2: Em SLM as crianças também aprendem a plantar verduras


Na Escola Sta. Luísa de Marillac, em Agosto, colheu-se beringela, batata reno e alho. Com as verduras que tinham plantado a cesta básica das crianças foi reforçada. Como habitual, no final de cada mês, é dada parte da produção da machamba às crianças e suas famílias. 
A localidade em geral está a sofrer de um grande problema de seca e estiagem e torna-se difícil que as famílias consigam caril (complemento da farinha de milho) para a sua alimentação. A comunidade em geral enfrenta grandes problemas de caril e recorrem a mercados de Chókwe onde os pequenos agricultores colocam à disposição dos consumidores a venda de verduras produzidas na base de sistema de rega, mas a um preço bem elevado, visto que ultimamente não tem chovido
Com as colheitas da escola, as famílias conseguem, assim, ter o mínimo de caril para a sua alimentação. As crianças fazem a sua parte nesta grande ajuda – ao aprenderem a plantar e colher estão não só a ajudar a sua própria família, mas também a aprender como tratar da machamba para sua própria subsistência no futuro! 

1 de dezembro de 2012

Dia 1: A Laurinda tem finalmente um tecto e uma família


Laurinda Wamusse, sete anos, está na 2ª Classe e vive com a tia Helena, a irmã Vitória e os primos numa palhota, em Chongoene.
Hoje vai à escola e a tia recebe mensalmente a cesta básica da UPG com géneros alimentícios. Mas nem sempre foi assim. Não conheceu o pai e da mãe não se lembra pois abandonou-a em bebé.
Quando foi encontrada pelas Irmãs Dominicanas, arrastava-se, no chão, tal como a irmã, pois as suas pernas não suportavam o peso do corpo. No hospital, o médico falou de subnutrição - abandonadas escavavam no chão a mandioca que lhes servia de alimento.
No período que estiveram no hospital, a Irmã Aparecida procurou familiares que pudessem tomar conta das crianças. Encontrou a tia Helena, que olhava pelas crianças, mas não tinha comida para lhes dar. Inseridas no projeto de Apadrinhamento da UPG, hoje movimentam-se como as outras crianças, têm um tecto e uma família.
A Laurinda recebeu uma prenda da madrinha: um peluche, uma caixa de cinderela, com ganchos e outros enfeites e uma T-shirt. 
Ficou muito feliz!