4 de fevereiro de 2013

No Centro Renascer...

... tem chovido muito durante várias horas e estão novamente sem energia. Recomeçaram a fornecer alguma água à população através de um gerador. Uma vez que já está no terreno um Enfermeiro a dar assistência no “Centro Medico”, as Manas voluntárias estão a reencaminhar as pessoas para este posto de cuidados de saúde improvisado. Amanhã, o Irmão irá a Maputo, com mais um carro emprestado, espera-se que regresse com mais mantimentos e o que acesso não volte a ser cortado.




O recomeço em Chokwé


A Irmã de S. Luisa está de volta à escola e aos poucos vai avaliando o que ficou destruído e como se poderá reaproveitar alguma coisa. Na escola de S. Luisa, os livros da biblioteca, espalhados pelo chão já nem dão para ler, os electrodomésticos estão estragados e o chão da escola está ainda com lama. Agora é hora de levantar as mãos e caminhar em frente!
Neste momento, a Irmã Lídia do projecto de S. Luisa, Manjangue encontra-se incontactável por telefone. 
A Irmã Neusa, do projecto de S. Vicente de Paulo, regressou ao Chokwé e tem mantido algum contacto com o Delegado escolar, o Sr. Calado, que lhe vai dando algumas informações sobre a escola. A Escola S. Vicente continua com acesso restrito e o 5º bairro é considerado zona interdita.
A noite passada choveu torrencialmente em Chokwé e assim continua. A população está avisada para o estado de alerta até ao dia 8 de Fevereiro, onde existe a ameaça que, de novo, irão abrir comportas...




Caminhada Solidária - Cheias


Ontem, a Caminha solidaria na serra de Sintra, organizada pela nossa voluntária Francisca, com o objectivo de angariar donativos para o fundo de emergência correu muito bem, levando a participar c. de 25 pessoas. Os vales profundos e o piso técnico com a aproximação ao Cabo da Roca foram razão suficiente para alterar o percurso definido para uma actividade que tem de ser acessível a todos os que desejam caminhar por uma causa: apoiar as crianças e suas famílias da zona de Gaza, desalojadas devido às cheias do rio Limpopo. A Francisca e toda a equipa angariaram 127€. A todos agradecemos a sua motivação, solidariedade e vontade de ajudar!
A Francisca enviou-nos o seu testemunho desta iniciativa:
"Pelos trilhos da serra
A manhã era de sol e a pouco e pouco foram chegando à peninha. Inscrições no momento, pequeno briefing e logo de início a subida ao “santuário da peninha”. Conta a lenda que no lugar onde se encontra a capela uma pastora recuperou a ovelha perdida e a voz. Quem não conhece a vista deslumbrante sobre o cabo da roca e o oceano. Na descida, avistamos a costa, a ponta mais ocidental e embrenhamos-nos nos trilhos da serra. Por caminhos de terra surgimos sob as árvores frondosas e espreitamos de novo a costa, a zona das praias. Estamos num enclave rochoso, o penedo de Adrenunes, dólmen ou amontoado de rochas; esquecido até o marco geodésico está em ruínas. Saciados, voltamos ao trilho estreito e continuamos a descer na direcção do Penedo. Mas há que continuar, a entrada na povoação custar-nos-ia uma penosa subida, na “quinta do paizinho”, rodamos de novo para o interior do bosque. Aproximamos-nos do convento dos Capuchos, estamos nos “quatro caminhos”, perdemos um pouco de cota mas de novo subimos: procuramos a “pedra amarela”. O penedo dos ovos que, diz a lenda, esconde um tesouro que apenas será descoberto por quem com ovos o conseguir derrubar. No final da subida somos recebidos pelo marco geodésico da pedra amarela. Sobrancelhas arqueadas, gota de água no meio da testa parece intrigado com a nossa presença, ou será que é um desafio para espreitarmos o que de nós parece querer esconder? Rodamos o olhar e escolhemos, o horizonte é vasto e o contraste das cores fascinante. Avista-se a Peninha, vamos regressar. Na descida, o vale cavado contém a água do rio da mula, na barragem com o mesmo nome, que em Cascais encontrará o mar como ribeira das vinhas.
Atravessamos a estrada, continuamos a descer, estamos na base da peninha. Vamos ganhando altura à medida que nos aproximamos. No final resta-nos o troço mais inclinado e chegamos. Afinal fizemos 14Km!"


Juntos pelas crianças e famílias moçambicanas!


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2 de fevereiro de 2013

Mano Bartolomeu ficou sem casa... (Cheias Xai-Xai)




O Bartolomeu é Técnico UPG em Banhine e vive em Xai Xai – precisamente na zona baixa da cidade.  O seu avô faleceu esta semana e Bartolomeu vive com dificuldades financeiras.  Tinha conseguido um pequeno avanço do salário para comprar um computador para facilitar os seus estudos mas acabou por ter de o vender recentemente.  É bolseiro universítário da UPG em Xai-Xai com o apoio da Câmara de Cascais.  O dinheiro da bolsa vai para os estudos e o salário que recebe nem sempre chega para o mês, especialmente quando tentou comprar o computador.
Agora, Bartolomeu tem mais um contratempo. Com as cheias da semana passada, a sua casa na baixa da cidade, que era da sua mãe foi destruída e perdeu quase tudo, já que foi uma das primeiras zonas afectadas pelas cheias.

Mensagem do Bartolomeu

“Bom dia! As cheias em Banhine não se fizeram sentir. Eu é que tive uma situação triste por causa das cheias, a casa da minha mãe ficou toda ela inundada e perdeu quase tudo, porque foi a primeira zona a ser invadida. Está em anexo as fotos de como ficou a casa. Continuação duma boa semana. “

1 de fevereiro de 2013

Notícias de Manjangue, Chokwé


O Padre Miguel e outros seminaristas encontram-se também na zona de Manjangue, nos arredores de Chokwé. O Padre relata-nos que vão visitando os sítios mais isolados de carro para procurar ajudar os que foram afectados pelas cheias. 

Em Manjangue (escola de S. Luisa Marilac) não estão ainda a dar comida já que o recinto da Escola, inundado na semana passada, continua fechado.  As crianças estão de momento agrupadas numa zona alta da escola onde estão a receber aulas. Ainda é difícil quantificar o número diário de crianças.

Notícias do Centro Renascer para a Esperança


Ontem, o Irmão Licínio chegou de Maputo muito cansado mas sabendo que ia conseguir "passar" com o carro cheio e que já havia ENERGIA de novo no Centro.
No Centro Renascer há 6000 pessoas espalhadas pelo Monte Chirrundzo. O PMA (Programa Mundial Alimentar) já começou a distribuir algum apoio na região, o que é uma grande alegria para nós, já que a capacidade da UPG chegar a todas estas famílias é limitada.
Desta forma, o Irmão Licínio tem focado a sua acção nos que estão nas zonas mais isoladas e de difícil acesso. Para além das crianças do Centro, e graças às 2 Manas Voluntárias UPG no terreno, estimam que têm ajudado cerca de 1200 pessoas - mais precisamente doentes, idosos e crianças através do apoio a cuidados saúde.  Se considerarmos a ajuda à população com o fornecimento de água através do gásóleo comprado, este número é ainda maior e encontram-se a apoiar c. de 2000 pessoas.


Notícias de Chiaquelane (Antigo Orfanato UPG)

Hoje, o Irmão Licínio, juntamente com as Manas Voluntárias, foram entregar apoio à Irmã Isaura do Orfanato (anteriormente apoiado pela UPG) levando-lhe 10 sacos de 12,5kgs de farinha, 10 sacos de 12,5kgs de arroz, 2 caixas de esparguete, 4 jerricans de 5 litros de Óleo e Feijão.  A Irmã Isaura agradece muito o apoio da UPG e de todos os Padrinhos e Amigos que têm doado para o fundo de emergência.