Quando chegámos fomos recebidas pelas crianças e professoras de forma muito organizada para receberem alguém que nunca viram na vida!! Estavam todos à nossa espera e começaram a cantar-nos as músicas de boas-vindas assim que entrámos na escola. Cantaram-nos mais as músicas que sabem e ainda duas histórias que as professoras foram seguindo e ajudando. A Mana Carla também cantou algumas músicas com gestos e eles muito atentos iam seguindo e com aquele sorriso nos lábios que nos faz querer abraçá-los com toda a nossa ternura :)
A escola é constituída por duas salas de aulas com cadeiras de madeira e quadros para o ensino, uma sala administrativa para a vovó etelvina, uma sala de entrada que funciona como refeitório, uma mini cozinha, sitio onde a cozinheira com a ajuda das professoras divide a comida nos pratos de plástico e uma casa de banho para raparigas. Lá fora existe então a cozinha e uma casa de banho para rapazes.
Assistimos ao almoço. Nesse dia foi chima com feijao, todos comeram o que tinham no prato e não deixaram nada! Aqui o pouco que se dá quer seja comida ou umas simples cócegas tem uma dimensão de conforto e alegria que se expressa pelo sorriso grande, o olhar cheio de curiosidade e a expressão de ternura de cada xinwanani (criança)!"
28 de abril de 2013
23 de abril de 2013
Testemunho da Mana Carla - pela primeira vez no terreno!
Moçambique... diferente de tudo o que estamos habituados a
conhecer, terra avermelhada cheia de vida, muita pobreza e riqueza de
sentimentos! Depois de onze horas de viagem, chegámos a Maputo na quinta-feira
e rumámos para Chongoene no sábado, aqui as pessoas tem muito pouco, mas vivem
cheias de sorrisos! Quando passamos de carro acenam sempre como bem vindos que
somos à sua terra e sorriem de tal forma que dá a sensação que já nos conhecem
há anos...
O
dia começa muito cedo, pelas 6 horas, as mamãs vão cultivar a machamba e as
crianças caminham junto à estrada para irem às aulas das muitas escolas que
existem! Os chapas-autocarros - sempre cheios, começam cedo a fazer as inúmeras
viagens para levar as pessoas de um lado ao outro. Poucas casas são de tijolo e
cimento, eletricidade poucos a tem, e quase tudo feito de modo rústico.
A
recepetividade é sem dúvida muito calorosa! Papás, mamãs e crianças recebem-nos
com um bom dia ou boa tarde a qualquer sitio onde chegamos.
Uma
vida diferente mas muito enriquecedora!
Saline Kuasa! (fiquem bem)
to be continued...
22 de abril de 2013
Os primeiros dias em Moçambique
Os primeiros dias voaram para a Directora de Apadrinhamento Ana e a Assistente da Direcção Carla.
A viagem começou com várias visitas oficiais em Maputo. A UPG começou pela Embaixada de Portugal no Gabinete da Cooperação e por um encontro dom o Consul Português em Maputo. Pela hora do almoço, o encontro foi com uma das representantes da TAP em Maputo, a D. Yolanda, nossa excelente parceira na colaboração UPG-TAP-Voluntários com Asas. Antes do final do dia, a UPG passou ainda pelo banco que diariamente garante que os pagamentos chegam aos parceiros a tempo e horas, a Socremo! De seguida, uma reunião no Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNEC) para continuar o processo de renovação do registo da Um Pequeno Gesto em Moçambique.
O dia continuou com um encontro com o ex-bolseiro da UPG Marquês. A Bolsa Universitária do Marquês está temporariamente suspensa devido a mau aproveitamento mas o Marquês parece estar a mostrar novo interesse e mudou para um novo curso. Continuaremos atentos!
A partida de Maputo e a caminho de Xai-Xai, decidiram passar por Chokwé mas acabou por atrasar muito já que caiu uma tempestade que deixou a estrada muito complicada. Em Chokwé viram ainda que as cheias ainda se podem ver, já que a cidade continua com bastantes partes alagadas. A viagem Macia - Chokwé que costuma ser menos de 45 minutos demorou mais de 2.5 horas! Chegaram a Xai-Xai já pela 1 da manhã e à 1.30 para pernoitar em Chongoene! A viagem começou logo atribulada!
20 de abril de 2013
De volta a Moçambique
Chega a altura do ano em que a direcção da UPG voa rumo a Moçambique para passar tempo no terreno com os Parceiros, Técnicos, autoridades locais e, mais importante que tudo, as crianças. A viagem é sempre planeada de forma eficiente para incluir todos os projectos mas näo deixa de ser também uma viagem muito emocional. É chegada a altura de ver sonhos realizados e de observar pessoalmente o impacto na vida de cada um tocado e experienciar a gratidäo daqueles que tem täo pouco. É chegada a altura também de ver tudo o que ainda há por fazer, novos casos, casos antigos. Altura de planear o futuro e de olhar para trás de forma crítica - o que correu bem e o que correu mal. Mas este ano a viagem será ainda mais emocional. Com as cheias de Janeiro, a devastação e a necessidade são maiores do que a que antes se fez sentir. Grande parte da viagem será também passada a avaliar os estragos e a decidir a alocação do fundo de reconstrução financiado por tantos generosos doadores. Palhotas, machambas, equipamento, reconstrução de escolas entre muitos outros planos.
Este ano a viagem será especial tambem porque é a primeira vez que a 'Mana Carla' assistente da direcção vai ao terreno. Acompanha a directora de Apadrinhamento e Operações Ana e tem uma agenda para lá de preenchida.
Hoyo hoyo aos que chegam, juntos pelas crianças!
Este ano a viagem será especial tambem porque é a primeira vez que a 'Mana Carla' assistente da direcção vai ao terreno. Acompanha a directora de Apadrinhamento e Operações Ana e tem uma agenda para lá de preenchida.
Hoyo hoyo aos que chegam, juntos pelas crianças!
16 de abril de 2013
Consumo diário de Água
Contribua com o seu pequeno Gesto para levar água, fonte de vida, às comunidades de Moçambique!
Pode fazer o seu contributo por transferência bancária
NIB Millennium BCP: 0033 0000 4534 2576305
NIB Montepio: 0036 0000 9910 5882 336 37
15 de abril de 2013
Mana Patricia
12 de abril de 2013
Mana Mariana...
"É, por vezes, muito difícil trabalhar com crianças.
O cansaço, a frustração de não saberem o português, a diferença de idades entre
todas e até a natural energia que lhes corre no corpo, dificulta-nos o
trabalho.
Aquilo que nos dá prazer e força para continuar é
agarrem-se a nós pedindo colo, atenção, cócegas ou apenas uma careta.
No outro dia fomos à missa, estava lá um dos meus
“macaquinhos” (é neto de uma cozinheira aqui do Centro e esteve aqui refugiado
no período das cheias), quando me viu veio agarrar-se a mim, e durante metade
da missa fizemos caretas um ou ao outro, sem que ninguém nos visse. A
cumplicidade que criei com alguns deles é única."
Subscrever:
Mensagens (Atom)


