25 de junho de 2013

Apreciação Final da Mana Patricia - Voluntária em Moçambique


"Quando procurei a UPG para embarcar na experiência que mais me marcou até hoje, não tinha noção do peso que a organização tem na vida de todas aquelas pessoas. E da pouca ajuda que cada um pode dar, mas que representa tanto para alguns.
Quando regressei perguntavam-me se “tinha sido giro?”…não é possível chamar de gira a minha experiência, quando se percebe a pobreza em que todas aquelas pessoas vivem, onde o universo de uma criança termina a poucos quilómetros à frente da comunidade onde vive. Que valeu a pena, e foram os 2 meses em que até hoje, me senti mais útil, isso tenho a certeza. 
Há dias que custam mais que outros, mas sobretudo pensava no útil que estava a ser, mesmo que às vezes pudesse não o sentir. É preciso aprender a comunicar com as pessoas, a interpretá-las, a cativá-las, mas tudo é uma questão de hábito e desde que haja vontade torna-se fácil ser-se contagiado pela magia de Moçambique e da cultura que aquelas pessoas respiram. 
As crianças ficam contentes com tudo e com nada…por vezes, bastava apenas deixá-las mexer na minha mão para ficarem contentes. É preciso conquistá-las e mesmo com os mais pequeninos, que são mais difíceis de ajudar em algo específico, só o facto de lhes fazermos companhia ou sentá-los no chão a jogar algo, vale muito. 
Não é fácil largarmos tudo a que estamos habituados para irmos dar o nosso melhor, cheios de medo e de receios mas os sorrisos das crianças compensam, mesmo nos dias em que estava mais cansada, eram esses sorrisos que me davam força para não desistir, porque uma só pessoa não consegue mudar o mundo mas se formos várias, se cada uma fizer um bocadinho, por pequeno que seja, as mudanças surgem. O importante é fazê-lo.
O regresso é pior que a ida, para lá fui sem expectativas, sem pensar muito. Depois de nos habituarmos ao modo de vida, percebemos que muitas coisas deixaram de fazer sentido e que vivemos uma experiência só nossa que os outros nunca vão ter noção do que significa. 

Vamos com o desejo de ajudar e ensinar algo às crianças mas regressamos com o sentimento que elas é que nos ensinaram muito mais a nós.

Khanimambo Moçambique"

Mana Patrícia




19 de junho de 2013

A Machamba em S. Vicente de Paulo

Na passada semana, o Mano Hilário, Técnico de SVP, enviou-nos informação sobre o cultivo da machamba da escola. Em Janeiro, a machamba foi destruída pelas cheias, mas graças às doações recebidas para a ajuda da reconstrução dos projectos afectados, foi possível recomeçar o cultivo de produtos hortícolas em S. Vicente. 

Transcrevemos a mensagem do Mano Hilário:
"Começamos a implementar o projecto da machamba e estamos tão entusiasmados!!

Lançámos cerca de 400 gramas de sementes de diversas variedades de hortaliças tais como: cenoura, cebola e alface. 
Este tornou-se um projecto tão importante para nós e por isso temos os Encarregados de Educação e os Pais envolvidos."

O Mano Hilário é o responsável pelo projecto e também ajuda na manutenção da machamba para que os produtos cresçam e possam ser colhidos.

Os vegetais serão usados para a alimentação das crianças que todos os dias frequentam as aulas em S. Vicente.




18 de junho de 2013

Testemunho Voluntária Sara - 2 semanas em Moçambique

"O decorrer das duas últimas semanas despertou em mim uma forma de ver a vida que não conhecia. Agora percebo o verdadeiro sentido das palavras “não é possível descrever…” de testemunhos que li antes de vir. Alegria e tristeza, tristeza por passar tudo tão rápido e poder fazer tão pouco mas alegria de saber que o pouco que é feito é recebido com a maior gratidão e utilidade que lhes é possível.


As crianças, que são aquelas com quem mais temos lidado, são um amor e apreciam só o simples facto de uma nova presença, nós com eles aprendemos também essa possibilidade. Sinto que é uma aprendizagem contínua dos dois lados e que os laços vão ficando mais fortes ao longo dos dias. A maneira como fui recebida nesta terra foi incrível! Espero conseguir dar-lhes tanto como eles já me estão a dar a mim."


Mana Sara

A IMPORTÂNCIA DA PRÉ-ESCOLA

A educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica e destina-se às crianças com idades a partir de 2 a 3 anos de idade. A educação pré-escolar ou infantil visa o desenvolvimento integral da criança e tem características próprias que a distinguem dos outros níveis de ensino. Enquanto acto educativo baseia-se em experiências significativas as quais se desenvolvem num ambiente estimulante, acolhedor e favorecedor das aprendizagens.
A UPG apoia 125 crianças em 2 escolas pré-primárias e com apenas 76€ anuais cada menino/a terá garantido o mata-bicho (pequeno-almoço), almoço, Professores e materiais escolares. 

Aproveite e faça a diferença na vida dos mais pequeninos!



Pode fazer o seu contributo por transferência bancária
NIB Millennium BCP: 0033 0000 4534 2576305 
NIB Montepio: 0036 0000 9910 5882 336 37

16 de maio de 2013

A população e as condições de habitação em Moçambique


Mais de 13,5 milhões de pessoas, o equivalente a 2,5 milhões de famílias ou 60% da população de Moçambique vive em habitações sem condições, afirmou o presidente do Fundo de Fomento da Habitação. As causas do défice de habitação em Moçambique deve-se ao elevado custo de construção decorrente da importação de grande parte de materiais para o efeito, à dificuldades de acesso ao crédito bancário por parte dos cidadãos, sobretudo os de rendimentos baixo e médio, e o crescimento natural da população, que resulta na elevada procura de habitação.
De acordo com Rui Costa, Moçambique é o país com o mais elevado custo de habitação a nível da região da África Austral, facto que resulta da carência dos materiais de construção, na sua maioria importados dos mercados regionais.

A sua ajuda faz a diferença na vida de uma família que vive sem nada!

Faça o seu Pequeno Gesto e certamente será uma Grande Ajuda!







15 de maio de 2013

Dia Internacional das Famílias


Agradecemos a todas as famílias portuguesas UPG que diariamente ajudam as cerca de 953 famílias “apadrinhadas”, as famílias que usam o furo, as das escolinhas pré-primárias, as dos projetos de alfabetização e as dos nossos bolseiros universitários.
Uma palhota (casa) tem um impacto muito grande na vida das famílias desfavorecidas. Em Moçambique, principalmente nas zonas rurais, vive-se com muito pouco. As casas, em Xai-Xai, são acimentadas no chão, as
vigas de madeira, as paredes de caniço e o telhado é construído com chapas de zinco ou caniço. Em Chokwé, as casas são construídas com matope (uma espécie de barro), as vigas são de madeira e o telhado de chapas de zinco. Para a construção de uma casa destas, é necessário comprar todo o tipo de materiais e cada casa pode custar entre 900 e 1500€ (depende das suas características).
Uma casa constitui assim um lugar de segurança, sentimentos de pertença, afectividade e união.
Este mês, a UPG dedica a sua angariação de fundos à construção de Palhotas. Aproveite e ajude uma família a ser mais feliz!

Para contribuir utilize a nossa conta ou o Paypal
NIB Millennium BCP: 0033 0000 4534 2576305
http://tinyurl.com/upgpalhotas