5 de julho de 2013

Dia da Crianças em S. Vicente de Paulo

"Festa da Criança
A festa da criança foi feita  não na data certa (1 de Junho) mas no dia 16 de Junho dia da criança Africana!
Foi com certeza uma festa super divertida desde o início. Facto interessante e foi por que todos os meninos estavam envolvidos nos trabalhos da sua festa, desde a limpeza dos pratos, confeção dos alimentos, ornamentação e recreação.
A segunda parte da festa foi marcada por uma pequena história sobre o Dia da Criança Moçambicana e Africana, depois seguiu-se uma pequena palestra sobre os Direitos e Deveres da Criança, mas tendo como foco a parte dos direitos da criança, pois em Moçambique os direitos da Criança ainda são pouco respeitados.
Como forma de fazer um pequeno intervalo seguiu-se a parte da recreação onde todas crianças divididas em grupos de seis apresentaram canto e dança. Feito o intervalo decorreu uma aula por mim preparada sobre a Higiene Oral e Práticas Saudáveis, pois isto tinha todo um fundamento bem pensado por que como prenda do dia da criança optamos em dar: uma pasta de dentes, dois sabonetes, uma escova de dentes e dois rebuçados.
Depois disto tudo seguiu-se o momento mais esperado por todas crianças, a parte já do almoço: feijão, arroz, carne da vaca, frango e um copo de sumo. Comeram todas e dançaram ao som da música Moçambicana. Os meninos mais velhos serviam aos mais novos, como vem documentado nas fotografias.
Para terminar a festa fizemos a distribuição das prendas que já tínhamos preparado e elas adoraram."
Mano Hilário Langa
Veja as fotos aqui

1 de julho de 2013

Relatório da Machamba de S. Vicente de Paulo


Primeira fase da Implementaçãoo do Projecto

Julgamos nós que este seja um daqueles grandes e importantes projectos, daí que a sua implemetação tem que ser sustentável e produtiva. Razão pela qual antes de distribuirmos as sementes por famílias que têm machamba, achámos melhor sermos nós a lançar o projecto piloto de cultivo, pois isto é muito importânte à medida em que estaremos mais abalisados na matéria de produção e produtividade.

Em relação à forma como implementamos este primeiro projecto da machamba em SVP, primeiro tivemos uma reunião com todos pais e encarregados de educação das crianças afim de apresentar este projecto e pedir que eles se empenhem. Três pais comprometeram-se em ser responsáveis pela machamba e os outros em vir ajudar pelo menos uma vez por semana (os pais estão organizados em escala). Ora até agora estamos felizes com o nível de aplicação e empenho dos pais neste projecto.

Importa referir que nesta primeira fase lançamos sementes de: alface, cebola, cenoura, pipino, melancia, mandioca e abóbora. A alface está pronta em duas semanas, a cenoura em dois meses e a cebola em três mêses…

As crianças ajudam a fazer o trabalho leve da machamba, mas salvaguardando em primeiro lugar, os seus estudos e o seu tempo livre para brincarem e se divertirem.

Segunda fase da implementação do projecto

A segunda fase consistiu em fazer um levantamento dos pais mais empenhados e que precisem de desenvolver o projecto da machamba. Estimamos apoiar 30 famílias, mas até agora só temos 13familias, pois como disse na primeira parte deste relatório temos que fazer uma implementação sustentável deste projecto.

E como forma de ter o controlo mais profundo na ajuda de famílias lançámos cerca de 300g de cebola e 300g de alface, ora isto vai facilitar em grande medida o cálculo das quantidades que os pais precisam para colocar em suas machambas e, também, é uma forma de fazer a transferência de novas formas de cultivo (eles so aplicam a forma tradicional). Para tal pedi ajuda a um amigo que está a fazer o último ano de engenharia agrária e ele tem-nos dado uma boa acessoria.  Agora já começámos a distribuir estas variedades (alface e cebola) lancadas para os pais transplantarem em suas machambas e damos mais de acordo com o que eles precisam de sementes tais como: milho, couve e feijão.

Como ainda estamos na fase inicial desta segunda fase do projecto, estimamos ter os resultados em três meses.

Mano Hilário Langa
Cultivo de Cenouras

Pais a ajudar nas sementeiras





Vovó leva alface para ser transplantada para a sua machamba


25 de junho de 2013

Apreciação Final da Mana Patricia - Voluntária em Moçambique


"Quando procurei a UPG para embarcar na experiência que mais me marcou até hoje, não tinha noção do peso que a organização tem na vida de todas aquelas pessoas. E da pouca ajuda que cada um pode dar, mas que representa tanto para alguns.
Quando regressei perguntavam-me se “tinha sido giro?”…não é possível chamar de gira a minha experiência, quando se percebe a pobreza em que todas aquelas pessoas vivem, onde o universo de uma criança termina a poucos quilómetros à frente da comunidade onde vive. Que valeu a pena, e foram os 2 meses em que até hoje, me senti mais útil, isso tenho a certeza. 
Há dias que custam mais que outros, mas sobretudo pensava no útil que estava a ser, mesmo que às vezes pudesse não o sentir. É preciso aprender a comunicar com as pessoas, a interpretá-las, a cativá-las, mas tudo é uma questão de hábito e desde que haja vontade torna-se fácil ser-se contagiado pela magia de Moçambique e da cultura que aquelas pessoas respiram. 
As crianças ficam contentes com tudo e com nada…por vezes, bastava apenas deixá-las mexer na minha mão para ficarem contentes. É preciso conquistá-las e mesmo com os mais pequeninos, que são mais difíceis de ajudar em algo específico, só o facto de lhes fazermos companhia ou sentá-los no chão a jogar algo, vale muito. 
Não é fácil largarmos tudo a que estamos habituados para irmos dar o nosso melhor, cheios de medo e de receios mas os sorrisos das crianças compensam, mesmo nos dias em que estava mais cansada, eram esses sorrisos que me davam força para não desistir, porque uma só pessoa não consegue mudar o mundo mas se formos várias, se cada uma fizer um bocadinho, por pequeno que seja, as mudanças surgem. O importante é fazê-lo.
O regresso é pior que a ida, para lá fui sem expectativas, sem pensar muito. Depois de nos habituarmos ao modo de vida, percebemos que muitas coisas deixaram de fazer sentido e que vivemos uma experiência só nossa que os outros nunca vão ter noção do que significa. 

Vamos com o desejo de ajudar e ensinar algo às crianças mas regressamos com o sentimento que elas é que nos ensinaram muito mais a nós.

Khanimambo Moçambique"

Mana Patrícia




19 de junho de 2013

A Machamba em S. Vicente de Paulo

Na passada semana, o Mano Hilário, Técnico de SVP, enviou-nos informação sobre o cultivo da machamba da escola. Em Janeiro, a machamba foi destruída pelas cheias, mas graças às doações recebidas para a ajuda da reconstrução dos projectos afectados, foi possível recomeçar o cultivo de produtos hortícolas em S. Vicente. 

Transcrevemos a mensagem do Mano Hilário:
"Começamos a implementar o projecto da machamba e estamos tão entusiasmados!!

Lançámos cerca de 400 gramas de sementes de diversas variedades de hortaliças tais como: cenoura, cebola e alface. 
Este tornou-se um projecto tão importante para nós e por isso temos os Encarregados de Educação e os Pais envolvidos."

O Mano Hilário é o responsável pelo projecto e também ajuda na manutenção da machamba para que os produtos cresçam e possam ser colhidos.

Os vegetais serão usados para a alimentação das crianças que todos os dias frequentam as aulas em S. Vicente.




18 de junho de 2013

Testemunho Voluntária Sara - 2 semanas em Moçambique

"O decorrer das duas últimas semanas despertou em mim uma forma de ver a vida que não conhecia. Agora percebo o verdadeiro sentido das palavras “não é possível descrever…” de testemunhos que li antes de vir. Alegria e tristeza, tristeza por passar tudo tão rápido e poder fazer tão pouco mas alegria de saber que o pouco que é feito é recebido com a maior gratidão e utilidade que lhes é possível.


As crianças, que são aquelas com quem mais temos lidado, são um amor e apreciam só o simples facto de uma nova presença, nós com eles aprendemos também essa possibilidade. Sinto que é uma aprendizagem contínua dos dois lados e que os laços vão ficando mais fortes ao longo dos dias. A maneira como fui recebida nesta terra foi incrível! Espero conseguir dar-lhes tanto como eles já me estão a dar a mim."


Mana Sara

A IMPORTÂNCIA DA PRÉ-ESCOLA

A educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica e destina-se às crianças com idades a partir de 2 a 3 anos de idade. A educação pré-escolar ou infantil visa o desenvolvimento integral da criança e tem características próprias que a distinguem dos outros níveis de ensino. Enquanto acto educativo baseia-se em experiências significativas as quais se desenvolvem num ambiente estimulante, acolhedor e favorecedor das aprendizagens.
A UPG apoia 125 crianças em 2 escolas pré-primárias e com apenas 76€ anuais cada menino/a terá garantido o mata-bicho (pequeno-almoço), almoço, Professores e materiais escolares. 

Aproveite e faça a diferença na vida dos mais pequeninos!



Pode fazer o seu contributo por transferência bancária
NIB Millennium BCP: 0033 0000 4534 2576305 
NIB Montepio: 0036 0000 9910 5882 336 37