14 de junho de 2016

A concretização de um sonho - Eduardo

O nosso Bolseiro Eduardo está no último semestre do Curso de Ensino de Física, curso que tem sido financiado em parte pela PLEN Sociedade de Advogados. Deixou-nos, como já é hábito, umas palavras de agradecimento.


"Boa Tarde. Mais uma vez agradeço ao grupo que tanto me apoiou para a concretização deste grande meu sonho. Estou mesmo quase a terminar com a certeza de que se nao fosse o grupo nao teria chegado onde estou. Espero que este apoio nao termine em mim pois a tantos na mesma situação comigo e deste modo precisando de apoio. Agradeço a todos que incansavelmente lutaram de dia e de noite para a angariação de fundos que para mim foram a maior valia pois transformaram a minha vida académica. Hoje apesar de ainda nao ter terminado o curso sinto muitas transformações na vida profissional pois através da aprendizagem adquirida consigo ultrapassar varias barreiras no meu sector laboral tornando o ensino mais compreensível e criativo. Agradeço a toda família UPG por tudo quanto foi feito a meu respeito e volto a afirmar que sem esta bolsa nao teria chegado onde estou agora. Um grande abraço para o grupo dos advogados e para toda a família UPG."

9 de junho de 2016

Orgulho no nosso Larito!

Larito, Abril 2016 ao entrar no Centro
O Larito tem 8 anos, é órfão de mãe e o pai está na África do Sul. Vive com a irmã de 17 anos e o irmão, Miguel, de 10. O Miguel frequentou em 2015 o Centro de Dia em SLM, mas por faltar frequentemente à escola e ao Centro, acabou por ser suspenso e não voltou mais. As Irmãs Vicentinas de SLM incluíram o Larito no Programa de Apadrinhamento UPG em Outubro mas como ele aparecia com pouca frequência na escola adicionaram-no ao plano de visita domiciliárias das famílias mais vulneráveis. 
No inicio deste ano, numa destas visitas de acompanhamento, as Irmãs de SLM encontraram o Larito, muito fraco, negligenciado e com alguma evidencia de violência familiar. Os 2 irmãos mais velhos ausentavam-se durante o dia – a Irmã tenta vender alguns produtos no mercado e o irmão ajudava a pastar cabras - enquanto o Larito ficava em casa ou na rua, sozinho.  
Larito, fins de Maio 2016
Apesar de não ter HIV, as Irmãs acolheram-no no Centro por estar muito magro e vulnerável. O Larito também entrou numa lista de referenciamento com a Policia Local que tenta proteger crianças vitimas de violência infantil e reforça o controlo da assiduidade escolar.  Com a boa alimentação do Centro (4 refeições diárias), banho diário, acompanhamento clínico dado pela pediatra Irmã Flora e muito carinho, o Larito tornou-se numa criança feliz e saudável. Passou a frequentar a escola diariamente e terminou o primeiro trimestre da 1a classe com média de 16.  
A UPG tem muito orgulho nestes pequenos heróis!


7 de junho de 2016

Irmã Lídia - Um farol cuja luz se manterá para sempre!


É com bastante tristeza que a UPG recebeu a noticia do falecimento da Irmã Lídia Pancera, a nossa extraordinária Parceira Local em SLM até 2015 quando se ausentou para tratamento de cancro.

A Irmã Lídia foi e continuará a ser uma referência para a UPG, quer no seu trabalho como pessoa e como religiosa cuja Missão foi a entrega total à causa das crianças, famílias e comunidades pobres e mais carenciadas em Moçambique. Foi um verdadeiro privilégio ter partilhado com ela muitos e bons momentos! O seu dinamismo e força são um farol cuja luz se manterá para sempre viva.
Obrigado Irmã Lídia pelo carinho e dedicação às crianças de Santa Luísa e pelos inúmeros projectos - Apadrinhamento, Alimentação Escolar, Centro de HIV, Apoio ao Estudo, Cursos Técnicos, Palhotas e o novo Refeitório, o seu mais recente sonho - que permitiram à UPG levar uma Grande Ajuda à vila de Manjangue, Mocambique. 

24 de maio de 2016

Mais um Desafio da nossa querida Amiga Virgínia.

Para celebrar o seu aniversário a Virgínia decidiu, mais uma vez, angariar dinheiro para financiar a palhota da Vóvó Maria. Aqui ficam as palavras de agradecimento.

"Estou muito feliz pela casa nova, como vês meu filho eu não posso andar tenho uma deficiência mas isso não me impede de fazer a pequena machamba que fui concedida pela igreja (machamba perto da casa dela). Lá dependendo da época planto mandioca, milho, amendoins e quando chove sou muito abençoada! E´com dificuldades que me desloco a machamba apesar de ser tão perto, nos dias em que não consigo fico a cuidar das pequenas plantações aqui em casa ( tem laranjeiras, mangueiras e ananases). 
Embora a chuva fosse uma 
bênção nos dias em que caísse muito eu ficava muito aflita principalmente de noite por que molhava tudo na casa, os meus cobertores, a minha caminha, a comida enfim todas coisas! Agora estou muito feliz pela casa nova  posso dormir em paz e sem ficar angustiada no caso de chover!”


Kanimambo Mana Virgínia!

19 de maio de 2016

Haverá sempre uma família que nos marca mais do que outras

Quando a UPG conheceu a Família
Todos são importantes, todos merecem e precisam dos muitos Pequenos Gestos, de Padrinhos… de Doadores … de Amigos e naturalmente de toda a Equipa UPG em Portugal, Reino Unido e em Moçambique!

Dificilmente se fica indiferente a algumas situações que os Parceiros nos dão a conhecer, em especial nas visitas regulares ao terreno, e a da “Família Williamo” em Chokwe é uma delas.

Contrariando a corrente em que o “pai” na grande maioria faleceu, está ausente, abandonou e/ ou é desconhecido, o Lucas a Maria, e o Enoque tem a boa sorte de ter ainda com eles o único elemento familiar, o seu PAI. Pai com letra GRANDE.
A casa por acabar
A Mãe Sonia, faleceu há 2 anos, vitima da “doença” que tanto assola este povo, a SIDA. O pai desde ai que se sente doente mas nunca foi ao médico ou ao Hospital. Com 32 anos, foi biscateiro para garantir o sustento da família e, em cada trabalho conseguia por de parte 1 saco de cimento. Pouco a pouco começou a erguer os blocos que são agora a “casa da Família” (vide foto)

Não é possível ajudar todos mas é para estes casos de emergência que se sente como cada Pequeno Gesto é uma Grande Ajuda!. É para isso que estamos há 12 anos presentes em situações de enorme vulnerabilidade. Toda a família apresentava um ar de carência alimentar; o pai quase não se aguentava em pé mas mesmo assim nunca largou os filhos – nem eles o pai – o carinho que presenciamos pelos filhos tocou-nos a todos.

Levámos los a casa e tivemos oportunidade de ver como viviam… De imediato a UPG assumiu o apadrinhamento das 3 crianças, entregamos comida e tivemos o compromisso do Papá que iria cuidar da sua saúde.
15 dias depois e as diferenças
são extraordinárias
O apadrinhamento dos 2 irmãos mais velhos de 4 e 6 anos permitiu que no dia seguinte começassem a frequentar a escola no Programa de Apadrinhamento de S. Vicente de Paulo. Recebem 1 Cesta Básica mensal, material escolar e beneficiam ainda de uma refeição diária na escola, no âmbito do Programa Apoio ao Estudo.

No dia a seguir tivemos a boa noticia que pela madrugada o Papa Williamo se apresentou no Hospital do Carmelo, da responsabilidade das Irmãs Vicentinas Filhas da Caridade. Feito o rastreio foi diagnosticado com HIV em estado avançado e iniciou o tratamento. O aspecto frágil e fraco e a tosse constante não deixava muitas duvidas.

Família feliz e...mais gordinha
Certamente que os alimentos, a garantia de apoio familiar e o tratamento médico foram o gatilho para ao longo dessa semana ser já visível uma melhoria nas condições de vida da Família.



Khanimambo Família Cordeiro da Silva por aceitarem de braços abertos o apoio à Família William.
Juntos continuaremos a cuidar destes meninos.

" Anabela Nina, Directora Apadrinhamento e Ops. em visita ao terreno - Abril 2016 " 

11 de maio de 2016

As primeiras impressões dos Voluntários Ana e Ricardo

Testemunho do Ricardo




Lixile!!

Quando cheguei a Maputo o primeiro sentimento foi de surpresa parecia estar num qualquer aeroporto europeu, apenas diferenciado pela velocidade dos movimentos e pelas cores de pele escuras e brilhantes.  

Esse feeling europeu logo se desvaneceu quando entramos no carro do Hilário e começamos a percorrer a cidade de Maputo,  o caos do trânsito as cores o cheiro a gasolina os vendedores ambulantes logo me levaram para as minhas outras memórias de África. " Isto sim é África."  Dizia eu respirando fundo e absorvendo finalmente a essência africana.  A viagem a caminho de Chokwe-City foi muito agradável e deu para perceber o potencial agrícola deste mega país e de como poderia ser muito mais fácil viver para milhares de pessoas.  Há muita coisa a fazer.  Chokwe-City,  bem não há muito a dizer,  cidade perdida no meio de África, pobreza,  crianças de rua, cores, pó, mercados de frutas e de tudo, pessoas e calor, mesmo que para eles seja a epoca fria... Ahaha! Algo curioso são os rasgos de  pseudo riqueza no meio da cidade,  dois ginásios,  uma bomba da galp com uma lojinha igual a uma loja portuguesa. 


E as pessoas,  começo com quem passei mais tempo, o Hilário aparenta ser um outsider,  parece quase um ocidental,  conversa de forma fluida sobre quase todos os assuntos. Amigo,  sensível e atento.  Ele é um excelente relações públicas.  Quero e vou ter a oportunidade de o conhecer melhor.
Os contactos com as irmãs, as pessoas da residência da caritas,  os técnicos e apadrinhados tem sido muito interessantes, sempre muito bem recebidos,  curiosos e prestáveis. Vou ter tempo nas próximas semanas para quebrar o gelo inicial do politicamente correcto e conhecer mesmo as pessoas.
Ainda de uma forma superficial, mas como na maior parte dos países africanos onde estive sinto um excesso de submissão ao branco e gostava de mudar isso pelo menos  a começar pela relação deles comigo.  Acredito que a cultura africana é das mais ricas do mundo e é importante eles lembrarem-se disso e terem orgulho em si próprios e na cor da sua pele.
Vou estar atento e tenho 6 semanas para através do meu exemplo e fazer  magia branca. :)

Hingabangani!

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Os primeiros dias da Ana em Moçambique

P: Qual a primeira impressão de Moçambique?
 
Ana: É a primeira vez que estou em África e estou deslumbrada com tudo... pois tudo é diferente da minha realidade do dia a dia.
Chegamos no início do inverno... as temperatuars rondam os 30 graus de máxima e os 20 graus de mínima , as pessoas têm frio e andam de cachecol e gorro!
Os Mulungos (em changana brancos) são uma minoria por estas bandas... por isso o olhar curioso e surpreso das pessoas é bastante notório! O olhar das crianças é indiscritivelmente delicioso Emoji smile
As cores, os cheiros, as frutas, os legumes, a pele dos Mulandes (em changana negros) são magnificas de se observar e admirar!
Assim a primeira impressão é de deslumbramento por um país rico em recursos e que ainda não conseguiu criar as condições de desenvolvimento sustentável.

P: O que achaste das pessoas com quem já interagiste?

Ana: As irmãs, das escolas de Santa Luísa  e São Vicente, assim como os manos receberam-nos muito bem, reforçando a energia positiva e a alegria face aos desafios constantes do dia a dia! Tão bom, tão inspirador!
A reacção das pessoas é, de forma geral, fechada mas quando interagimos ou sorrimos rapidamente correspondem... tornando a comunicação mais fácil mesmo não dominando o chagana (dialecto local).

P: Os portugueses quando viajam gostam de comer. Como é comer em Moçambique?

Ana: O mercado de rua é espectacular... tem tudo e quando digo tudo é mesmo tudo! Neste mercado algumas pessoas vendem o que retiraram das suas machamas (pequenas hortas caseiras)...  os legumes tem um aspecto incrivel. Como sou vegetariana tem sido fácil alimentar-me por aqui e tenho comido alimentos deliciosos :)

P: Quais os sentimentos/emoções que predominam neste momento?

Ana: A verdade é que, neste momento, os pensamentos e sentimentos são muitos e, por vezes, confusos e contraditórios. Acho que África vai reforçar a ideia de que Viver é sentir o momento.

Khanimambo!!! 

10 de maio de 2016

Maio na UPG: Mês das Palhotas!




Como Ajudar:
Pode fazer o seu contributo por transferência bancária
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