19 de janeiro de 2011

Comunicado Orfanato de Chiaquelane

Lisboa, 17 de Janeiro de 2011

Caros Padrinhos, Doadores e Amigos UPG

Hoje é um dia triste para a Um Pequeno Gesto. Ao fim de 6 anos, fomos obrigados a cessar o programa de Apadrinhamento das 74 crianças do Orfanato de Chiaquelane e a cancelar o projecto Um Tecto Uma Vida para a construção do Orfanato de Chiaquelane.

Nos últimos 2 anos, surgiram diversas discórdias com o parceiro local, a Irmã Isaura, em relação ao cuidado das crianças, nomeadamente nos campos de higiene, saúde e apoio ao estudo, em que a UPG exige critérios mínimos e melhoria visível, como prometido aos Padrinhos. A Irmã Isaura procurou sempre o melhor para as “suas” crianças, de acordo com a sua visão, mas recusou a nossa convicção que a ajuda deveria ser mais do que “dar o peixe” para ser antes “ensinar a pescar”. Sendo que a UPG acredita em criar oportunidades no sentido de quebrar o ciclo da pobreza, consideramos que esta perspectiva limitada não está de acordo com os nossos princípios de ajuda humanitária. Fizemos várias visitas, enviámos voluntários e tentámos obter recursos adicionais locais para assistir nestas questões e cada vez mais melhorar a vida das crianças para além da alimentação básica e ida à escola. Criámos parcerias com o hospital local, enviámos professores voluntários de apoio ao estudo, estagiários UPG para apoio à gestão. Aplicámos todos os esforços humanos e financeiros ao nosso alcance neste projecto que fez nascer a UPG, mas as diferenças entre o modo de actuação do nosso parceiro e aquilo que acreditamos serem os pilares para o desenvolvimento sustentável tornaram-se incontornáveis.

Adicionalmente, o parceiro local expressou a sua vontade de abandonar a nossa colaboração em condições de maiores exigências, rejeitando um plano de reestruturação e coordenação de objectivos, pelo que a UPG deixa de acreditar que tem total visibilidade nas actividades do Orfanato. Esta visibilidade é essencial para o nosso compromisso de transparência e garantia de impacto para com os Padrinhos, doadores e entidades reguladoras em Portugal e Moçambique.

Dado isto, decidimos também cancelar o projecto de construção do Orfanato de Chiaquelane – Projecto Um Tecto Uma Vida, para o qual já tínhamos angariado €12.000 já que o parceiro responsável seria também a Irmã Isaura.

Esta decisão foi tomada de coração apertado para todos nós na UPG. O Orfanato foi a semente que nos deu força para começar tudo, representava o início do sonho de que tudo fosse diferente. Cada criança tem um Padrinho que se tornou para ela especial, ouviu falar de quem a ajudava, alimentou o sonho de o/a conhecer. Sabia que podia comer, estudar, ter roupa, brinquedos e uma casa, porque alguém se preocupava com ela. Hoje, poderão não entender o porquê da nossa escolha e muitos estarão frustrados com a UPG. Não pedimos que deixem de contactar os vossos afilhados, mas não podemos continuar a ser intermediários de uma ajuda que consideramos não ser a mais indicada para estas crianças segundo os nossos critérios e a nossa missão. Nos próximos meses, procuraremos encontrar soluções para casos com carências especialmente graves no Orfanato, de modo que possam receber apoio de outros parceiros locais no futuro. As crianças, que são quem mais interessa, saem prejudicadas no curto prazo, sabemos que essa é a realidade. Mas esperamos no longo prazo estar a contribuir para uma força de mudança.

Pedimos desde já desculpa pela tristeza ou mesmo frustração que esta situação pode trazer aos Padrinhos de longa data, que tinham já uma relação com os seus afilhados. Eu própria, Presidente e Fundadora da UPG mas também Madrinha como vocês, fico de mãos atadas para ajudar o meu Zezito, que é meu afilhado desde os seus 2 anos, quando começou a UPG, há 6 anos atrás e que, de certo modo, sempre será meu afilhado no meu coração. Não deixarei de visitá-lo, nem de lhe escrever. E quero que saiba, como vocês também quererão, que, se estivesse nas minhas mãos, garantiria a sua existência. Todos esperamos que um dia entendam a escolha que fizemos.

A minha visita ao Orfanato em Junho de 2004 esteve na origem do que é hoje a UPG e da minha vontade de criar mudança. O Orfanato era o sonho de muitos de nós na UPG. Mas no final, escolhemos focar-nos em todos os outros projectos que podemos ter e que podemos ter mais garantia que acontecem.

Ao mesmo tempo que é um dia triste, este pode também ser um dia alegre, pois o sonho de mudança concreta e visível continua a estar na base da Um Pequeno Gesto. Convidámos todos os Padrinhos do Orfanato a continuarem com a UPG e a apoiarem um novo programa de mais de 282 órfãos, também numa zona de Chokwé, o projecto de S.Luisa de Marilac. Adicionalmente, estamos a analisar a potencial ajuda a um Orfanato nascente sob o cuidado de um Padre de origem Portuguesa, também na zona de Chokwé para garantir a canalização dos c. de €12.000 recebidos no âmbito da campanha Um Tecto Uma Vida para um projecto que garanta o mesmo impacto. Os planos finais não estão ainda definidos mas comunicaremos mais detalhes assim que possível.

Não há qualquer obrigação para os Padrinhos do Orfanato apoiarem um novo programa, não há qualquer obrigação para os doadores aceitarem que a sua doação seja redireccionada. A UPG compromete-se desde já a devolver o valor da anuidade de 2011 já adiantado por muitos padrinhos ou os donativos dados no âmbito do projecto de construção do Orfanato de Chiaquelane pois não consideramos que qualquer um desses projectos desse a melhor utilização aos vossos fundos. Contudo, gostaríamos de o convidar a reflectir sobre a possibilidade de continuar a ajudar a UPG na nossa Missão de melhorar as condições de vida das crianças Moçambicanas, no presente e no futuro, através de uma ajuda sustentável.

Acreditamos que este é um passo difícil mas importante para a UPG. Queremos garantir que os fundos que os Padrinhos nos confiam chegam ao destino e fazem realmente a diferença de uma forma que, no longo prazo, crie oportunidades, não dependência. Por bem das restantes 630 crianças apadrinhadas pela UPG, seguimos em frente Pequeno Gesto a Pequeno Gesto, certos de merecer a vossa confiança.

Estarei ao vosso dispor para discutir este assunto conforme necessário

Tamos Juntos

Sara Vicente

Presidente e Fundadora

Mais sobre a Parceria com o Orfanato de Chiaquelane

Esta parceria, existente desde 2004, investiu mais de €91.000 no Orfanato e consistiu no seguinte:

1. Apadrinhamento de crianças que permitiu financiar a sua educação, alimentação e cuidados de higiene e saúde

a) 33 crianças em 2005, 45 crianças em 2006, 57 crianças em 2007, 68 crianças em 2008, 69 crianças em 2009 e 74 crianças em 2010

b) 175 por ano por criança em 2005-2009 e €180 em 2010;

2. Equipamento para lançamento do Centro de Corte e Costura (€720), em 2007, para início de actividades de educação profissional no Orfanato;

3. Equipamento para lançamento do Centro de Informática (€1.200), em 2007, para início de actividades de formação em novas tecnologias no Orfanato e utilização administrativa;

4. Construção e equipamento do Infantário Ludovina Vicente (€19.200) e respectiva instalação de painéis solares (€1.754), inaugurado em 2008, destinado ao alojamento de crianças dos 0 aos 6 anos em regime de internato;

5. Construção do Furo do Francisco e respectiva instalação de painéis solares (€8.254), inaugurado em 2008, destinado ao fornecimento de água ao Orfanato e comunidade da aldeia de Chiaquelane.

8 comentários:

Madalena disse...

Fiquei abalada. E angustiada pelas crianças que, pelos vistos, abruptamente, deixarão de poder contar ou ter os seus já padrinhos e madrinhas estimulados para tal que assegurem o seu futuro, mais a mais sendo órfãos, porque se tornará difícil estabelecer um elo de contacto firme que garanta o apoio efectivo.
Percebo e advogo o conceito de desenvolvimento sustentável de que a metáfora do dar o peixe ou ensinar a pescar é elucidativa. Embora, nos primeiros tempos se tenha de dar o peixe para matar a fome e ter forças para aprender depois a pescar.
Mas, concretamente, o que é que a Irmã Isaura recusou? A Sara diz na mensagem que nos últimos 2 anos, surgiram diversas discórdias com a Irmã Isaura, em relação ao cuidado das crianças, nomeadamente nos campos de higiene, saúde e apoio ao estudo, que se limitava a assegurar a alimentação básica e a ida à escola. Mas recusava que as crianças fossem ao médico ou que, na própria escola, se ensinassem regras básicas de higiene? Desculpem-me estas dúvidas (quem sou eu para questionar uma decisão de um projecto destes?), mas a angústia pelas crianças que teriam um tecto prometido e deixaram de poder realizar esse sonho, para além do carinho e apoio dos padrinhos que dificilmente conseguirão mantê-lo, sacode bem fundo cá dento e abala todas as lógicas. E as parcerias locais, como o hospital, professores estagiários e outros, não conseguem demover e motivar a Irmã Isaura, que procurou sempre o melhor para as "suas" crianças? Como vão ficar essas crianças? Não sou Madrinha de nenhuma criança desse projecto mas se fosse, ainda estava pior do que estou só de ter lido o que aqui é dado como adquirido. Porque, naturalmente, estamos longe e ignoramos a realidade concreta. Sara, sei que tem mais que fazer do que responder a esta minha preocupação, que é a sua e da UPG em dobro. Mas permita-me só entender quem tutela juridicamente as crianças. É a Irmã Isaura? E esta responde a quem em termos de prestação de contas pelas crianças a seu cargo? Gostaria de perceber isso, sabendo que a UPG é uma ONGD parceira e que, pelos vistos, foi rejeitada pela própria Irmã Isaura, ao que entendo da mensagem da Sara. Quanto à visibilidade do projecto UPG, os padrinhos não estarão interessados nisso mas na garantia de que as crianças que apoiam tenham para comer, vestir, brincar e aprender, indo à escola. E que são protegidas de todos os males, da doença ao abandono e à violência. Se um projecto está mais avançado que outro ou com melhor sucesso, pouco importa, as realidades e oportunidades e circunstâncias são sempre diferentes. Interessa é que prossigam o sonho, porque a finalidade última é soberana.
Se nos pudesse esclarecer melhor para podermos, eventualmente, ajudar com ideias ou outras formas de apoio, seria óptimo, Sara.
Um abraço forte e solidário para si e UPG, neste momento que considero deveras difícil. Pelo menos, da percepção de uma mensagem lida assim num blogue à distância, sem percepção da realidade concreta.
Obrigada.
Beijinho da
Madalena Ferreira

Sara disse...

Cara Madalena e todos os amigos UPG que têm manifestado as suas mensagens de apoio, de entendimento e claro, de frustração.
Todos na UPG estamos abalados com esta decisão. Para nós foi um passo muito difícil e um que daríamos tudo para não ter feito. Pessoalmente, sinto que falhei as crianças ainda que tenha feito tudo ao meu alcance para o evitar.
Vários pontos devem ser apontados nesta decisão
1. O fim parece abrupto mas é relativo. Um dos problemas que manifestámos era a falta de capacidade de identificar que os €180 iam na totalidade para a criança. Não porque fossem desviados para maus fundos, mas porque a Irmã Isaura no fundo geria toda a aldeia e não apenas no Orfanato. Era comum estarem várias crianças, familiares e pessoas da zona no Orfanato. Ainda que a maior parte deles fossem necessitados, e todos os que nos foram pedidos tenham sido incluído na lista de crianças Apadirnhadas, verificámos que de facto não eram os 180€ que chegavam a cada afilhado, mas muito menos;
2. Questões de Saúde: em 2009, tivemos a triste fatalidade da Piedade, em 2010 do Messias, 1 criança esteve no hospital com cuidados graves e 2 crianças tiveram de ser retiradas temporariamente do Orfanato para garantirmos a sua sobrevivência. Alguns destes casos são naturais mas o estado de algumas crianças está relacionado com a falta de cuidados dedicado à saúde e higiene, especialmente dos mais pequenos, que, apesar de todos os nossos esforços, não têm uma pessoa apenas responsável por eles. Por vezes, existe a tendência a fortalecer os mais fortes apenas, que serão os sobreviventes;
3. Cuidados de higiene: Foram implementadas várias tentativas de estabelecer hábitos de higiene nas crianças, algo que as minhas visitas anuais não permitiam detectar. À medida que fomos tendo voluntários mais permanentes no terreno, verificámos que a higiene não era a regra, mas sim a excepção, quando fazíamos visitas oficiais;
4. Descuido pela educação: a educação é vista apenas como ida à escola e nada mais. Dado que as crianças têm tarefas no Orfanato, não lhes é dada qualquer hora de estudo e não são acompanhadas por um técnico de educação, como várias vezes oferecemos. Muitas delas ainda hoje não evoluiram no Português e têm notas baixas repetidamente, ainda que não chumbem, devido ao actual sistema Moçambicano;
5. Nutrição não variada, que recentemente passou a ser essencialmente chima (farinha de milho) e feijao, quando o Orfanato tem machambas de arroz e vegetais e quando a UPG da dinheiro suficiente para suportar pelo menos 2x por semana de carne e outros alimentos mais nutritivos;
6. Utilização Incorrecta da Ajuda: foi construído em 2008 um Furo de c. €8.000, que inclui a instalação de painéis solares para seu funcionamento sustentável, conforme pedido pelo projecto. Também foram instalados painéis no Infantário, bastande dispendiosos. Até hoje os painéis funcionaram de forma limitada, havendo clara falta de vontade para resolver o problema com todos os técnicos levados para a UPG. Adicionalmente, a bomba do furo teve problemas dado o problema da electricidade e a Irmã escolheu escavar um poço de água pouco limpa ao lado do furo, com dinheiro do Apadrinhamento, em vez de solucionar o problema do furo, que a UPG estava até disposta a financiar.

Sara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sara disse...

Ao ler todos estes problemas, que são apenas alguns exemplos, podem até perguntar-se porque não tomámos esta atitude antes. Na verdade, há 2 anos que estamos a tentar mudar as formas de actuação de várias maneiras, com diferentes voluntárias e tentando uma via harmónica ou conflituosa. Nenhuma das nossas tentativas resultou e, da última vez, ao pressionarmos a Irmã para que isto fossem condições necessárias para o apadrinhamento, a nossa ajuda foi recusada. Por muito que nos custe, o melhor para as crianças não é prolongar a sua pobreza e o seu estado de dependência. Oferecemos emprego ao primeiro aluno do Orfanato que completou o curso de professorado, com um bom salário e uma boa posição, e também isto foi recusado pela Irmã. Estas situações demonstram que a ajuda é aplicada de forma a melhorar um pouco as crianças, claro, mas perpetuar a dependência. Porque vimos noutros projectos que é possível criar oportunidades e não apenas "ajudar os coitadinhos", uma mentalidade com a quel não concordamos, decidimos tomar uma atitude. Infelizmente, radical.

Quanto às crianças, claramente não saem da nossa cabeça noite e dia. A UPG fará uma visita oficial em Fevereiro, em que esperamos encontrar algumas soluções para os casos mais graves, caso a Irmã nos permita. A UPG não se esquece das crianças, elas são a razão da nossa existência.

Esperamos assim ter esclarecido algumas das suas dúvidas.
Obrigada, tamos juntos,
Sara

Madalena disse...

Obrigada, Sara, pelo esclarecimento elucidativo. Só falta perceber se a Irmã Isaura não tem de responder perante nenhuma entidade. Quem superintende a responsabilidade que tem? É a Igreja Católica?
Sem dúvida que está aqui claramente evidenciado um conflito de mentalidades, de culturas, de idades e de filosofia de vida, sendo que a da UPG é a correcta. Mas quem tutela este Orfanato? É possível saber? Quais os limites do poder da Irmã Isaura? Quem os valida? Será possível por e dispor assim sem mais? Esse assistencialismo tem de ter limites quando põe em causa o desenvolvimento e autonomia futura das crianças.
Não me leve a mal estas questões que vêm do coração. E sei que sofre com a situação. Quem sabe, neste universo tão diversificado de voluntários, amigos, padrinhos e parcerias, alguém não consiga superar com uma solução que não esteja no domínio das possibilidades e competências da UPG? Se as crianças nunca tivessem sido apoiadas, seria diferente. Agora, retirar o apoio e canalízá-lo para outras que também precisam,é certo, mas que nunca o tiveram, deixando aquelas ainda mais desprotegidas...custa muito. Identificada a causa que, pelos vistos, está personificada na Irmã Isaura, quais as possibilidades de lhe ser condicionado esse poder e a gestão das verbas da UPG serem entregues a alguém com credibilidade e competência para tal? Não sei...só sei que é muito difícil, e estou longe.
Um abraço, Sara.

Madalena disse...

Depois do choque inicial e dos esclarecimentos prestados, o que importa agora é não desistir, antes pelo contrário. Há que reforçar o trabalho digno e solidário que tem sido feito pela UPG e seguir em frente.
Estou convosco do fundo do coração e espero que o vosso generoso e magnífico trabalho feito em condições muito difíceis não esmoreça com casos como o descrito e que estes sejam superados com o contributo dos voluntários, padrinhos e entidades. Com a ajuda de todos e de mãos dadas, conseguiremos encher de pequenos grandes gestos o dia-a-dia destas crianças. Não desistamos de colaborar pelo seu futuro de bem-estar, afecto e dignidade.
Bem haja, UPG!

Raquel disse...

Querida Sara,

Muita obrigada pela explicação extremamente clara e detalhada da vossa decisão de cessar a colaboração com o Orfanato de Chiaquelane. Sei que terá sido uma decisão muito difícil.

Pessoalmente tenho sempre muito receio de que a ajuda humanitária seja mal interpretada e sei que em muitas situações se cria um círculo de dependência do qual é muito difícil sair sem voltar à situação de pobreza que originou a urgência da referida ajuda.

Por isso louvo a vossa coragem e fidelidade aos valores que se comprometeram em fomentar aquando da criação da UPG, que aliás, sempre mereceram a minha total confiança.

Pela minha parte, não sou afectada visto que o meu afilhado não é do orfanato mas da Escolinha do André.

Desejo que os novos projectos corram o melhor possível e que os futuros parceiros compreendam melhor a dimensão da vossa acção.

Um enorme obrigada!

Raquel

Maria Goreti disse...

Sara,

Quero manifestar a minha solidariedade e apoio incondicionais à UPG, nesta altura em que teve que tomar uma decisão, garantidamente muito difícil.

Pelo que li aqui no blog, acredito que o seu esclarecimento é muito claro e suficientemente fundamentado de forma a levar os leitores a reflectir e a tentarem posicionar-se no seu lugar.

Com a diversidade de projectos e parceiros locais acrescido de uma ideologia, neste caso, por parte da Irmã Isaura, que certamente considera ser a melhor, é natural e humano que a visão dos problemas seja diferente.
E, porque nada é perfeito, face às muitas provas dadas pela Organização, ao progressivo desenvolvimento dos projectos e às evidências acessíveis a todos, em minha modesta opinião é altura de nos unirmos para superar dificuldaes e não de nos restrigirmos a um dos projectos que não está a corresponder aos objectivos, enquanto outros o conseguem usando os mesmos recursos.

Não podemos ter a pretensão de mudar o mundo.
Ao longo do percurso da UPG, esta foi a primeira situação menos boa e como tudo na Vida não me choca, apesar de considerar bastante difícil, principalmente para as crianças!

Força Sara, Força UPG!!!
Abraço solidário